12.5.06

À espera da inspiração


Estou para aqui desde manhã cedo, a contemplá-la e a experimentar as cores, a fazer rabiscos nas folhas e a minha cadela de vez em quando vem espreitar, com aquela expressão de quem não percebe o que estou a fazer aqui no chão, sem ser brincar com ela. Espero que o calor ajude, porque até agora, nem uma ideiazinha ou uma qualquer luz me iluminou o espirito...

11.5.06

Agora podem comparar



Algumas pessoas recordar-se-ão de um post que coloquei, com o desenho da mãe que o meu marido fez há uns anos, do qual eu não tinha o original para que pudessem comparar a similaridade dos traços.
Acontece que descobri o negativo num estado, digamos, mais ou menos passível de ser revelado, o que fiz de imediato antes que se tornasse de todo impossível.
Fui buscá-la há pouco, mandei fazer em 20x25 para não exceder um tamanho que lhe tirasse muita definição, embora o desenho esteja feito em A4, mas a partir de uma 10x15. Perante tal leveza de traços, os pormenores e todo o conjunto, acho-o mais admirável ainda, pois conseguiu desenhá-la mais bonita do que na foto. Isto é o que se chama: photoshop manual (eh!eh!)
Mas concordam comigo que a minha arte ao pé desta, deixa muito a desejar...mas não faz mal, pode ser um dia consiga ganhar este jeito, até lá continuarei a tentar.


P.S.(mas não hoje; acordei com uma enxaqueca às 7 da manhã e até agora aguentei-me com comprimidos, mas tenho de ir para o escuro e o silêncio, antes que a minha cabeça rebente.)

Um desejo


Um homem caminhava pela praia de Cascais e tropeçou numa velha lâmpada.
Pegando nela, esfregou-a e... um génio saltou lá de dentro e disse:
"O.K.! Você libertou-me da lâmpada, blá, blá, blá!
Esqueça aquela história dos três desejos! Você tem direito a um desejo
apenas e ponto final."
O homem sentou-se e pensou por um instante. Depois disse:
"Eu sempre quis ir aos Açores, mas tenho um medo enorme de voar. E no mar
costumo ficar enjoado. Você poderia construir uma ponte até aos Açores,
para que eu pudesse ir de carro?"
O génio riu muito e disse:
"Isto é impossível. Pense na logística do assunto. Como é que as colunas
de sustentação poderiam chegar ao fundo do Oceano Atlântico? Pense em
quanto betão armado. Em quanto aço. Em quanta mão-de-obra...Não, de
maneira nenhuma! A ponte não pode ser! Pense noutro desejo..."
O homem compreendeu e tentou pensar num desejo realmente bom. Finalmente
disse:
"Sabe... Eu fui casado quatro vezes e quatro vezes me divorciei. As minhas
esposas sempre disseram que eu não me importava com elas e que sou um
insensível. Então o meu desejo é que eu possa entender as mulheres; saber
como elas se sentem por dentro e o que elas estão a pensar quando não
falam com a gente... Saber porque é que estão a chorar... Saber o que elas
realmente querem quando não dizem nada... Saber como fazê-las, realmente,
felizes!"
Ao que o génio respondeu:
"Queres a merda da ponte com duas ou quatro faixas?"

10.5.06

acontece

 
Tem-me acontecido mais assiduamente que o desejado, sentir-me despida de qualquer inspiração após períodos intensamente prolíficos. Quando me apetece desenhar ou escrever, é como se sofresse de hipergrafia e só me apetece fazer aquilo e mais nada, nem comer, nem beber e muito menos aquelas tarefas rotineiras a que somos obrigadas, essas então, deixam-me a boca amarga com sabor a raiva...
Hoje não consegui pegar num lápis, nem olhar qualquer folha branca; pesa-me a cabeça e os olhos e nem me apetece “ser”, limito-me a “estar” e para já, não sei dizer até quando.
São MOMENTOS... Posted by Picasa

Eis a fatiota do Manel


Ó Manel pá, desculpa lá mas a minha inspiração anda de rastos, ou melhor, ando toda eu de rastos...tu até sabes como gosto de ti e merecias uma farpela à maneira, toda elegante e tal, mas não quis trajar-te tipo :maitre d’Hotel, senão eras capaz de me mandar para um sítio que eu cá sei, topas?
Então optei por um look mais “casual”, pronto para qualquer encontro que possa surgir, para sacar do bloco e escrever umas coisas, ou ler o livro que tens na pasta, num qualquer banco ensolarado, ou ainda, para uma tertúlia com a mana na adega, (biba a Noruega!!).
Acho que os tons bejes ou verdes azeitona e castanhos, te assentam muito bem e sobretudo, dão com o teu tom de cabelo; por isso optei por um blusão de antílope muito leve em castanho avelã, com umas calças de ganga denim ou mesmo castanhas ou bejes, e uma camisola numa mistura de tons camel, castanho e cor de mel escuro.
A pasta não tem de ser Hermés, basta ser de couro verdadeiro castanho escuro.
Espero que tenhas gostado, pelo menos um bocadito, pois esta minha incursão pela moda masculina não me está a sair muito bem.Beijos!

9.5.06

Depois da meia noite

Sai a fatiota deste Senhor...

Para a Mushu das calças rotas


Hoje o dia não foi muito produtivo confesso, deixei o Pé de Meia a meio, coitado, assim meio feito e meio por fazer, mas o raio das costas não me deixam ter posição conveniente para desenhar, para além dos olhos que vão de mal a pior, se não fossem os óculos de aumento que a mana me ofereceu, já não via nadinha...quando for grande, vou comprar um estirador.
Então aqui fica a Mushu Amélia Covadongas nas suas calças novas – não são Calvin Klein, mas é o que se pode arranjar – e para rematar, um top drapeado em malha de seda, com um cinto de contas multicolores, que é seguro por presilhas laterais no cós do top.
Se houver reclamações é favor dirigir-se ao Totta, lá é que os gajos são simpáticos, aqui no tasco é conforme os humores e hoje a “coisa” não está para aí.
A sério, espero que tenhas gostado pelo menos um bocadinho, pelo facto de te ter tirado, pelo menos, 90 kg e uns quantos gramas. Agora vou descansar os olhos, o Manel tem de aguentar-se pela metade até amanhã, sorry...

8.5.06

A Scania Vabis


Há coisas engraçadas. Por causa deste post do Manel, lembrei-me de alguém que havia esquecido há cerca de 30 anos... a Albertina.
A Albertina era um mistério insondável, resguardada na sua timidez e, quanto a mim, no seu complexo de inferioridade. Era feia, ou melhor, aquilo que comumente rotulamos de feia: tinha o cabelo cortado “à tigela”, tinha umas feições duras e uns olhos desconfiados, uma boca sem forma definida e uma dentadura que era um misto de cavalar, com vampiresco dado os seus caninos serem demasiado evidentes. Raramente se ria, o máximo que a vi fazer, acho que foi um esgar que pretendia ser um sorriso.
Como muitos dos meus colegas, vivia numa qualquer aldeia nos arrabaldes de Coimbra, era de famílias pobres e nunca a vi com uma roupa nova. Escusado será dizer que a crueldade da adolescência dos meus colegas, lhe fazia a vida negra. Para começar, puseram-lhe a alcunha de “Scania Vabis”, que era um modelo de camião da altura, do mais feio que existia, e estavam sempre a meter-se com ela, pois sabiam que nunca respondia a nada, não dizia nada, daquela boca raramente saiam frases que não fossem solicitadas nalguma aula, era assim a Albertina, para os outros.
Eu confesso que sempre tive uma tendência para me colocar do lado dos fracos e indefesos, a quem sempre tive o impulso incontrolável de estender uma mão, de dar uma palavra de afecto, ou simplesmente de solidariedade. Sempre fui assim e ainda sou, é algo que não consigo mudar, embora por vezes me arrependa, pois sofro coisas que não são “minhas”.
Na altura o dinheiro escasseava, mais ainda no meio escolar e a minha e muitas famílias recorriam ao que se chamava na altura o N.A .S.E. (núcleo de acção social escolar), os livros eram por ele fornecidos o que já ajudava. Quanto ao lanche, não havia dinheiro para muito e quando dava para uma bola de Berlim era bem bom. Ainda me lembro que costumava-mos juntar-nos 3 colegas e pedir no bar:” Dª Rosa, são duas bolas e um de carne”, e ela ficava pior que estragada, mas eram mesmo 2 bolas de Berlim e 1 pastel de carne...
Tinham surgido no mercado há pouco tempo, os yogurtes Yoplait com sabores, coisa inovadora e uma tentação, mas uma tentação cara que custava, se bem me lembro: 11$00 cada um, o que era um balúrdio, custava mais que algumas marcas de tabaco, o SG Filtro custava 14$00. No entanto, a Albertina comprava aos 3 e 4 por dia, e como me elegeu a sua única amiga, defensora e confidente, fazia questão de me oferecer um ou dois também. Confesso que aquilo me fazia confusão, apesar de adorar a oferta, pois a Albertina não aparentava ter posses que permitissem tais gastos, e muitas vezes me inquiri – e os colegas também – se ela não andaria a roubar dinheiro aos pais.
O facto é que nunca viemos a apurar a origem de tais recursos, pois como sabem na adolescência as escalas de valores mudam constantemente e o que hoje é importante, amanhã deixa de o ser.
Recordo com ternura a Albertina, era daquelas pessoas que não perturbam ninguém, que são para alguns, absolutamente invisíveis, mas que para mim era alguém com quem podia conversar, instigá-la a soltar-se, incentivá-la a enfrentar e retaliar, todas as afrontas que sofria, embora tenha de confessar que pouco consegui nesse sentido, no entanto senti que consegui algo, transmitir-lhe algum amor próprio e alguma segurança pessoal no intuito de perseguir os seus objectivos, sem deixar que os factores externos a perturbassem tanto.

Para o homem dos 7 instrumentos


Ora então cá estamos de novo. Este blog está a ficar demasiado centrado na minha pessoa e tenho receio de parecer presunçosa, coisa que não sou, de todo. Acreditem que é com a maior humildade e a perfeita noção das minhas fracas capacidades, que coloco aqui os meus desenhos ou por vezes, as minhas palavras e é claro que tenho gostado das reacções, chegando mesmo a surpreender-me por serem tão positivas.
Realmente este desafio que a Fatyly me colocou, teve o condão de me fazer regressar ao desenho com a vontade que havia perdido algures no percurso da vida, descobri de novo o prazer que me dá o deslizar de um lápis numa folha branca, descobri que apesar dos tremores, ainda consigo desenhar uma linha recta, mas mais que isso, avivou-me a imaginação e inventei uma companhia.
Assim sendo, e porque não estou a seguir qualquer ordem específica, fica a farpela para o Rui-son ir trabalhar no seu futuro gabinete de Design Gráfico; uma simples camisola de cachemira do género Missoni, com um tema gráfico no peito, umas calças simples de sarja ou até de bombazina e para rematar, um casaco de antílope fino. Em termos de cores eu sugeriria os bejes e castanhos, ou mesmo brick ou mostarda, que apesar de serem tons Outonais são bastante discretos e quentes.
Não faço a mínima ideia dos gostos do Rui, espero que pelo menos não tenha odiado, pois como já disse, são os primeiros passos no desenho de roupa masculina e têm de me perdoar os fracos resultados finais.
Agora vou para o atelier, tratar das calças novas da Mushu. Beijinhos e tenham uma bom início de semana.

7.5.06

Para a melhor mãe do mundo


Que sempre foi e será, mãe, pai e um porto seguro onde reina o amor, o carinho e a compreensão.Feliz dia MÃE!!!

Para o amigo que queria ser poste de alta tensão


Eu meto-me em cada uma...
Juro que estava para desenhar mesmo um poste, só um poste e mesmo assim, nem sabia se havia de ser de iluminação, de média ou alta tensão, é que não é coisa que desenhe frequentemente, enfim, só problemas...
E tudo isto porquê? Simplesmente porque me esqueci do “pequeno pormenor” de nunca ter desenhado roupa de homem, por não saber desenhar convenientemente o físico masculino e porque o meu gosto em termos de guarda roupa masculino é muito minimalista, assim tipo Armani descontraído e simples, o importante está nas cores e qualidade dos tecidos utilizados.
Espero que não tenhas levado a mal, mas optei por te tirar o poste e deixar só a “alta tensão”(eh!eh!), assim podes manter o bronzeado “à pedreiro” com essa roupita fresca, sem te sentires tão frustrado, por nunca teres conseguido ser o que desejavas.
E logo me havia de sair na rifa, um Papagaio que queria ser poste, quando fosse grande, isto só a mim!! E ainda me falta o Cogumelo (músico e informático), o Roque (camionista/contabilista), o Pé de Meia (ilustre pensador) e o Fifi (que não disse népia e é por causa disso mesmo), o Rui-son (que: Valha-me Deuzzz , quer ser tudo e mais alguma coisa, incluindo designer gráfico) e o Thiago que disse ir pensar, conclusão:“tou danou-se”...vamos lá ver o que vai sair, até lá tenho de arranjar umas calças novas para a Mushu que anda sempre com aquelas todas rotas, tenho de comprar é um bloco A3 para ver se o desenho lá cabe, senão lá terei de a encolher um bocadito...
Ósculos para todos.

6.5.06

Inquérito

A ONU resolveu fazer uma grande pesquisa mundial. A pergunta era:

" Por favor, diga honestamente qual a sua opinião sobre a escassez de alimentos no resto do mundo."

O resultado foi desastroso:

Os Europeus do norte não entenderam o que é "escassez".

Os Africanos não sabiam o que era "alimentos".

Os Espanhóis não sabiam o significado de " por favor "

Os Norte Americanos perguntaram o significado de "resto do mundo"

Os Cubanos estranharam e pediram maiores explicações sobre " opinião ".

O Parlamento Português está a debater o que significa " diga honestamente "

Bom fim de semana e gozem o sol

Duas velhotas encontram-se e começam a conversar:
- Sabe comadre ontem à noite estive a ver um programa sobre sexo. E houve
algumas expressões que eu não entendi.
- Diga lá quais foram as suas dúvidas. Pode ser que eu a possa ajudar.
- Olhe não sei o que é sexo oral.
- Isso está-se mesmo a ver o que é: sexo de hora a hora.
- Então e sexo anal?
- Isso é sexo de ano a ano.
- E homossexual?
- Oh comadre está-se mesmo a ver: É detergente pros Tomates.

5.5.06

Para a querida Elipse


Ufaaa! Este deu trabalho...uma manhã a imaginá-lo, depois de experimentar "N" variantes e quase toda a tarde a desenhá-lo. Mas quem me manda a mim, meter-me com vestidos de seda, bordados a fio de ouro?...
Mas para quem é, mereceu todo o trabalho e mais que fosse; pensei-o para uma ida à Ópera ou mesmo ao Casino, numa incursão pelo lado mundano e material da vida, no fim senti que te acompanharia de bom grado a qualquer deles, depois de um belo repasto regado com óptimas conversas.
Bom fim de semana, espero que gostes.

Galo do caraças


E eu ainda me queixo de ficar sempre mal nas fotografias...

4.5.06

Para a Wind


Ora bem, aquela questão do "que queres ser quando fores grande", veio baralhar-me um bocado o esquema, ou melhor: a Fatyly é que é a culpada disto tudo e mainada!!Mas como eu ia dizendo, baralhou pois não ia colocar aqui as mecinhas numa espécie de uniformes, das profissões pretendidas, a Wind gostaria de ter sido veterinária, ora eu não ia fazer a mecinha com uma bata branca, e pronto, não é?
Então desta vez optei pela vestimenta adequada ao que ela está a precisar, ou seja, uma saída de praia bem fresca em gaze de algodão e linho, num batik de azul e verde, sem sequer saber se ela aprecia estas cores, mas o verde será sempre a cor da esperança. Espero que tenhas gostado e com fatiota ou sem ela, vai apanhar ar puro e algum sol e sossego, mal não te fará concerteza.

Para a Fausta


Como teria de ser, um vestido para provocar: paixões exacerbadas.
Espero que gostes dos adereços também, são diamantes e verdadeiros!!!!!!!O da Wind já está feito, mas acho que vou experimentar um pouco de cor para lhe alegrar a vista.

3.5.06

Para a desafiadora


O primeiro tinha de ser, noblesse oblige. Bem, só vos digo que foi complicadíssimo regressar ao desenho do corpo, coisa que não fazia há muito e sempre me foi difícil, mas agora mais ainda, pois não tenho o domínio do pulso que tinha, a certeza dos traços, enfim, isto já não é o que era.
Como a Fatyly disse que o que queria ser quando fosse grande, era hospedeira de bordo (que eu acho que a dada altura também quis ser), arranjei-lhe uma "fatiota" de cocktail, com um top de renda e lycra e um chapéuzinho daqueles que se usa com véu de rede e que me faz de certo modo lembrar os uniformes das hospedeiras.
Peço desculpa pela fraca qualidade Fatyly, mas foi com a melhor das intenções e sobretudo, espero que tenhas gostado, embora não faça a mínima ideia de qual é o teu estilo; pode ser que os próximos saiam melhor, a prática ajuda sempre.

Desafio aceite


A menina Fatyly só me prega destas partidas, ainda por cima nem tem um blog onde eu possa retribuir as atenções dela, ou simplesmente "avacalhar" um bocadito.
Vou tentar regressar ao desenho, embora as mãos tremam mais ainda do que há anos atrás, de qualquer forma vou tentar desenhar roupa para cada um de vós que comentou o post anterior, quanto a mim, não vai sair nada de jeito, pois há praticamente 16 anos que não desenho roupa.
Para já quero deixar um pedido de desculpa pela ausência dos blogs que regularmente visito, mas estou tão mal da minha coluna, que nem com a cintura ortopédica consigo estar muito tempo sentada, mas se vir que não melhoro, tomo um Vioxx que tenho guardado para as emergências, pois como foi retirado do mercado, tive de racionar os que me restavam.
Desejo a todos um excelente dia e espero estar melhor logo à noite, ou amanhã. Como as dores me obnubilam as ideias, fica mais um desenhito dos meus a que chamei "memórias dispersas" e acompanha com algumas frases, mas como é em A3, tive de fazer um crop.

2.5.06

O que eu queria ser quando fosse "grande"




Desde que me lembro, para além da primeira escolha do que “se quer ser quando for grande”, cuja minha era: cabeleireira; pois quando fomos morar definitivamente para casa da minha mãe, no rés-do-chão havia uma que tinha uma filha mais ou menos da minha idade e eu ia para lá brincar com os apetrechos da mãe. A seguir a essa pretensão infantil, a que me invadiu na adolescência foi a de querer ser Estilista de moda, embora me fosse apercebendo que era tarefa quase impossível, dado não existirem escolas para formação, o mais parecido que havia era a Escola de Belas Artes em Lisboa ou Porto, o que per se, era já uma barreira intransponível a nível monetário.
No entanto, pelos anos fora fui fazendo esboços, centenas deles. Eram bloco e blocos A5, cheios de ideias “muito à frente”, como se diz agora; mas eu gostava mais de desenhar alta costura, lembro-me que em alguns até designava em que cor e tipo de tecido deveria ser feito, e mais que uma vez constatei na televisão em alguns desfiles, uns anos mais tarde, do Yves Saint Laurent e do Valentino, 2 vestidos que eu havia desenhado alguns anos antes, até as cores e os tecidos eram os que eu tinha imaginado, claro está que fiquei perplexa e nem contei a ninguém, apesar de na altura ainda ter os desenhos, pois achar-me-iam pretensiosa e pensariam que eu havia falsificado a data do desenho.
Depois aconteceu como no resto, a necessidade foi mais imperiosa que o ímpeto artístico e fui deixando de desenhar moda e entre tantas viagens para trás e para diante, a maior parte dos desenhos devem ter ficado esquecidos algures e só encontrei por acaso uns quantos em folhas A4 e estes em A5, mas estavam dobrados e o papel não é dos melhores, mas foram dos últimos que fiz em 1990, não têm nada de inovador, mas são os que estão em melhor estado para scannear.
Já agora, quais eram as vossas pretensões na adolescência, acerca do assunto em causa?