24.6.05

Deleites dos livros

Com certeza que já todos, ou leram, ou ouviram falar do livro de Dinis Machado “O que diz Molero”, ou da peça de teatro magistralmente interpretada pelo José Pedro Gomes e o António Feio, baseada no dito livro.
É para mim um livro muito interessante. Sobre a peça não posso falar pois não assisti, e é também a prova provada que não há outra forma de nos deleitar-mos com algumas imagens, a não ser lendo-as, e passo a explicar:
- Existe uma cena de pancadaria que é absolutamente deliciosa pela riqueza de pormenores e a imaginação de nomes, que seria impossível de teatralizar ou mesmo transpor para o cinema, sem que perdesse grande parte da sua magia; pois sendo uma cena narrada por Austin a Mister De Luxe, é com a indicação dos nomes dos intervenientes que a descrição ganha mais interesse.
Gostaria de transcrever essa cena, dividida em vários posts, pois ainda tem um tamanho considerável e de forma a tornar menos “cansativo” para quem lê, embora eu ache que é impossível cansarmo-nos com tal leitura.
Assim sendo, deixo-vos hoje o começo desse excerto:
...“contavam-se histórias do Ângelo”, disse Austin, acendendo um cigarro, ”que ele era, segundo a expressão que Molero diz ter recolhido em fonte idónea, danado para a porrada. Que uma vez, isto contava o Zeferino Torrão de Alicante, e o Chinês que vendia gravatas confirmava com a cabeça, o Ângelo ia a passar no Largo do Navegante, três ciganos daqueles que vendiam fazenda para fato meteram-se com ele, bem, dizia o Zeferino, não queiram saber, um dos ciganos sacou de uma navalha de ponta e mola, o Ângelo enfiou-lhe a navalha no buraquinho que as pessoas têm ao fundo das costas, e isto com uma rapidez que já está, ao segundo cigano torceu-lhe o braço até dar estalido, e o Padeirinha que o vê às vezes, diz que ele ficou sempre com o braço ao contrário, dava um bom policia sinaleiro, ao terceiro cigano deu-lhe uma tal cabeçada na testa que ele ficou toda a vida com os olhos tortos, há-de estar a olhar para a ponta do nariz até ir para a cova”...
(continua)

23.6.05

S. Miguel - Açores

Vou de férias 15 dias, embora gostasse muito de conhecer S.Miguel ainda não é desta, pois a crise já aperta...fica a imagem para deleitar a vista

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22.6.05

Patagónia um sitio de evasão

Qual de nós, diz-me, era capaz
De encher com o outro o coração inteiro

O difícil não é chamar
A caminhos que vão por nossos pulsos
Os densos espaços dos desejos
E as águas por onde, como peixes, mergulhamos
Um no outro, examinando
O mesmo fundo.

O difícil inauguramo-lo
Quando, com os corpos desencontrados,
Partimos, por lábios, dedos, abismos
De onde nem sempre regressamos juntos.



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21.6.05

Prioridades

Num avião, o piloto informa:
- Senhoras e Senhores, o avião está a perder altitude e toda a bagagem deve ser atirada fora! Apesar de mais coisas serem lançadas fora, o avião continua a perder altitude.
- Estamos ainda a baixar! Temos que atirar fora algumas pessoas...-Avisa o piloto. Há um grande rebuliço entre os passageiros. E continua o piloto...
- Para fazer isso, os passageiros serão jogados fora em ordem alfabética! Assim, há algum "Africano" a bordo? Ninguém se move.
- "B"... algum Black a bordo? "
Nada.
"C"... algum Crioulo a bordo? "
Continua nada.
- "D"...alguém De cor?
De novo ninguém se mexe.
- "E"....algum mais Escurinho?
Um pequeno menino pretinho pergunta ao pai:
- Pai? Afinal, o que somos nós?
- ZULUS FILHO, ZULUS.!!

No maior dia do ano...

Uma imagem de frescura...

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19.6.05

...Reticências...

Já devem ter reparado que uso muito as reticências...que como diz o Prontuário Ortográfico: “indicam a omissão de palavras, deixando-se à inteligência de quem lê, o vocábulo ou vocábulos que ficaram em suspensão.”
Uso-as tanto ortograficamente, como em termos de raciocínio; deixo sempre algo à consideração de cada um no tocante a opiniões ou posturas, dado que fundamentalismos nunca foram o meu forte. Como boa Sagitariana que sou não gosto de me sentir espartilhada pelo que quer que seja, e sempre me irritou o “politicamente correcto”, e os juízos de valor em função das primeiras impressões; não gosto, enervam-me os prudentes que gostam de tecer considerações sobre o :”e se por acaso...” e à conta deste intróito dão asas aos mais desastrosos cenários, e a todos os eventos tenebrosos que a imaginação possibilita; são, no entanto, livres em tal postura e expressão de opinião.
Vou mantendo e escrevendo neste meu blog, como quem puxa mais uma cadeira para junto de uma mesa de tertúlia, na qual nos sentimos em casa, que é como os amigos nos fazem sentir...vou escrevendo o que me dá na gana, aproveitando para limpar a alma nos seus dias de negrume e não espero comentários, embora goste de saber as opiniões dos mais próximos, sobre alguns assuntos que trago à “baila”. Nunca me preocupou muito (nem pouco) que ideia farão de mim os que me lêem, e não tenho o mínimo problema que saibam quem está por detrás do blog, como é a minha cara, onde vivo e o que faço.
A sociedade já me aprisionou de diversas maneiras, e eu própria já criei as minhas prisões, e foi difícil libertar-me de algumas delas, e de outras foi mesmo impossível, no entanto cada ano que passa me sinto mais livre e cada vez gosto mais desse facto; assim, busco agora coisas que me libertem, para colocar em contraponto ao que não é possível fugir.
Tudo isto só para dizer que vos pode parecer sem nexo, muita coisa que aqui coloco, ou podem achar difícil de comentar e muitas vezes não é para comentar de todo, coloco-as porque simplesmente: apetece-me! Há dias que amanheço triste e apetecem-me imagens nostálgicas, outros porém, amanheço alegre a apetecem-me umas larachas, nuns dias mais picantes que noutros, mas acima de tudo: faço o que me apetece...

17.6.05

Coisas da vida...

Lá diz a canção: you allways want what you haven't got

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16.6.05

Afinal decidi-me...

Já não sou virgem.

A família comia tranquila quando, de repente, a filha de 10 anos, comenta tristemente:
- Tenho uma má notícia... Já não sou mais virgem!, E começa a chorar,
visivelmente alterada, com as mãos no rosto e um ar de vergonha.
Um silêncio sepulcral. Os pais começam a trocar acusações mútuas...
- Você, sua filha da puta! (Marido dirigindo-se à esposa).
Isto é por você ser como é! Por se vestir como puta barata e se arreganhar para o primeiro imbecil que chega aqui a casa. Claro, com este exemplo que a menina vê todos os dias...
- E você!!! (Pai apontando a filha de 25 anos) que fica a
agarrar, no sofá, e a lamber aquele filho da puta do teu namorado que
até tem jeito de paneleiro.Tudo na frente da menina!
A mãe não agüenta mais e responde, gritando:
- Aaaahhhhh, é isso? E quem é o imbecil que gasta metade do
salário com putas e se despede delas mesmo à porta de casa?
Pensa que eu e a menina somos cegas? E além disso que exemplo
tu podes dar, se, desde que assinaste esta maldita TV CABO, passas
todos os fins de semana assistindo a filmes pornográficos de quinta categoria e depois acabas em dezenas de punhetas com direito a todos os tipos de gemidos
e grunhidos?
Desconsolada e à beira de um colapso, a mãe, com os olhos
cheios de lágrimas e a voz trémula pega ternamente na mão da filhinha e pergunta baixinho:
- Como foi que isso aconteceu, filhinha?
E entre soluços a menina responde:
- A professora tirou-me do presépio! E a Virgem, agora, é a Sandra Vanessa. Eu vou fazer de vaquinha...

Hoje não me apetece...

Fiquem-se com o cheirinho desta que ofereci à minha madrinha Lúcia...

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15.6.05

A título de curiosidade

Para quem não conhece Gai Mattiolo.

As porcas...

Um fazendeiro português comprou vários porcos e porcas porque queria começar uma criação de suínos na fazenda e assim produzir presuntos, bacons, etc...

Depois de várias semanas, notando que nenhuma das porcas emprenhara, ligou para o veterinário pedindo ajuda. O veterinário disse ao português que ele teria que fazer INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL.

O português não tinha a menor idéia do que era aquilo, mas não querendo demonstrar ignorância, concordou e perguntou ao veterinário como saber quando as porcas estariam prenhas.

O veterinário disse que elas parariam de ficar andando e iriam mergulhar na lama o dia todo.

O português desligou, começou a pensar e chegou a conclusão que inseminação artificial significava que ele mesmo teria que emprenhar as porcas. Então ele colocou as porcas na Kombi, foi para o meio do mato, transou com cada uma delas, voltou para a fazenda e foi para a cama.

Na manhã seguinte, vendo que as porcas continuavam andando pra lá e pra cá, ele concluiu que teria que fazer tudo de novo. Colocou de novo as porcas na Kombi, foi para o meio do mato, transou com cada uma duas vezes para garantir, voltou para a fazenda e foi para a cama.

Na manhã seguinte, ele foi ver as porcas e elas continuavam andando pra lá e para cá.

Bem, teria que fazer tudo de novo...

Colocou mais uma vez as porcas na Kombi, foi para o meio do mato, passou o dia transando com cada uma delas várias vezes, voltou para a fazenda e, esgotado, foi para a cama.

Na manhã seguinte ele nem conseguia abrir os olhos, muito menos levantar para olhar as porcas. Ele pediu a mulher para dar uma olhada e ver se as porcas estavam na lama.

`Não`, disse ela... `estão todas na Kombi e uma delas não pára de buzinar...

14.6.05

13.6.05

Obrigada Eugénio

Morreu hoje um dos grandes nomes da poesia contemporânea Portuguesa, foi para mim uma perda de vulto, sentia-o tão perto de mim na sua escrita, como se fôra da família.
O exercício de recordar Eugénio, é indissociável da minha juventude e da forma inusitada como tomei conhecimento da sua escrita.
Corria o ano de 1979, e eu era uma adolescente inconformada, que escrevia poemas “lamechas” de amores impossíveis, e dores atrozes de alma, a raiar o desespero...em contrapartida, tinha a mania que era “freak”, que era fixe passar as tardes nas tascas a beber vinho branco e a fumar umas cigarradas, acompanhada de gente mais velha que eu, pelo menos uns 7 ou mais anos, achava “nice” que me tratassem por mascote e que rissem das minhas piadas que – embora não o recorde – teriam concerteza uma qualidade e piada, duvidosas...enfim, aquelas parvoeiras que nos dão na adolescência.
No meio deste marasmo, o meu lado curioso devorava tudo o que fosse novo e estivesse “in”, apesar de quase não pegar nos livros, que a maior parte nem possuía, no Liceu as coisas iam correndo sem sobressaltos, e eis que a minha professora de português é substituída por aquela que eu achei na altura :”a stôra mais fixe do mundo”, teria 20 e poucos anos, vestia-se como eu e, quanto a mim, o mais fixe: vivia numa República...e ainda por cima, uma das mais tradicionais de Coimbra, a República de Prakistão.
Para além das aulas, era excepcional no convívio connosco estava no nosso bar, e tratava-nos como adultos, não era condescendente como a maioria dos profes.
Em conversa calhou a poesia e ela gostava muito, e eu na minha ingenuidade até lhe mostrei os meus poemas, coisa que não fazia a ninguém; quando me lembro agora até sinto vergonha, coitada de mim pensava que escrevia bem...
Por acaso tomou conhecimento de que eu fazia anos, e ofereceu-me um livro que ainda conservo, com a capa suja e já meio torto de tanto ser lido: Ostinato rigore, Escrita da terra e Outros epitáfios, e eu fiquei deslumbrada com aquela escrita tão simples, mas tão plena, com tão poucas palavras contendo tantos sentimentos, e pela primeira vez, tive pena de ser pobre e não poder comprar toda a sua obra, queria sorvê-lo, embeber-me nas suas palavras, viver a poesia das suas frases...
Nunca mais larguei o Eugénio, continuo a sorvê-lo com a mesma avidez, de tal forma o admiro que escolhi um excerto de um seu poema, para escrever nos brindes que ofereci no meu casamento: “...poupar o coração é permitir à morte, coroar-se de alegria...”
Obrigada Eugénio por teres dedicado à escrita, a tua vida e a teres partilhado com todos nós.

Esta imagem é-me familiar...

mas onde é que eu já vi isto?

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Para variar...

Os cactos estão quase a acabar a floração, perdoem-me por mais esta, mas prometo que é a última...

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3.6.05

Férias, finalmente...

uma semaninha aqui no meio de nenhures...

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Os patos...

Três mulheres morrem juntas num acidente de carro e vão para o céu.
Chegando la São Pedro diz:
- Aqui no céu so tem uma regra: "NãO PISE NOS PATOS". Elas acharam a regra esquisita, mas quando finalmente atravessaram as portas elas perceberam que era quase
impossível andar sem pisar em um pato.
O Paraíso estava forrado de patos. Ainda meio confusa uma das mulheres
pisou num pato. Minutos depois São Pedro apareceu com uma
corrente, um cadeado e o homem mais feio que ela já tinha visto e disse:
- Voce não cumpriu a regra, seu castigo e viver a eternidade acorrentada a
este homem. Dias depois a segunda mulher cometeu o mesmo
erro, pisou num pato.
E como antes, São Pedro acorrentou-a com o homem
mais feio que ela já tinha visto e disse:
- Seu castigo e viver a eternidade com este homem.
A terceira mulher então passou a ser super
cuidadosa. Meses se passara e um dia São Pedro aparece com um homem perfeito:
lindo, moreno, olhos verdes, forte, alto... e acorrentou-a a ele. Sem
entender nada ficou quieta. Quando São Pedro afastou-se, ela disse ao
maravilhoso homem:
- Que será que eu fiz para receber este prémio?
E ele respondeu:
- Você eu não sei, mas eu pisei num pato!


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2.6.05

Mais cactos em flor

É o Finúrias com os bichos e eu com os cactos...

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1.6.05

Última medida do Ministério das Finanças

Medidas de combate ao défice

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Vale do Dadés-Marrocos

a vida muitas vezes dá tantas voltas, qual estrada lambendo um desfiladeiro

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