Com certeza que já todos, ou leram, ou ouviram falar do livro de Dinis Machado “O que diz Molero”, ou da peça de teatro magistralmente interpretada pelo José Pedro Gomes e o António Feio, baseada no dito livro.
É para mim um livro muito interessante. Sobre a peça não posso falar pois não assisti, e é também a prova provada que não há outra forma de nos deleitar-mos com algumas imagens, a não ser lendo-as, e passo a explicar:
- Existe uma cena de pancadaria que é absolutamente deliciosa pela riqueza de pormenores e a imaginação de nomes, que seria impossível de teatralizar ou mesmo transpor para o cinema, sem que perdesse grande parte da sua magia; pois sendo uma cena narrada por Austin a Mister De Luxe, é com a indicação dos nomes dos intervenientes que a descrição ganha mais interesse.
Gostaria de transcrever essa cena, dividida em vários posts, pois ainda tem um tamanho considerável e de forma a tornar menos “cansativo” para quem lê, embora eu ache que é impossível cansarmo-nos com tal leitura.
Assim sendo, deixo-vos hoje o começo desse excerto:
...“contavam-se histórias do Ângelo”, disse Austin, acendendo um cigarro, ”que ele era, segundo a expressão que Molero diz ter recolhido em fonte idónea, danado para a porrada. Que uma vez, isto contava o Zeferino Torrão de Alicante, e o Chinês que vendia gravatas confirmava com a cabeça, o Ângelo ia a passar no Largo do Navegante, três ciganos daqueles que vendiam fazenda para fato meteram-se com ele, bem, dizia o Zeferino, não queiram saber, um dos ciganos sacou de uma navalha de ponta e mola, o Ângelo enfiou-lhe a navalha no buraquinho que as pessoas têm ao fundo das costas, e isto com uma rapidez que já está, ao segundo cigano torceu-lhe o braço até dar estalido, e o Padeirinha que o vê às vezes, diz que ele ficou sempre com o braço ao contrário, dava um bom policia sinaleiro, ao terceiro cigano deu-lhe uma tal cabeçada na testa que ele ficou toda a vida com os olhos tortos, há-de estar a olhar para a ponta do nariz até ir para a cova”...
(continua)
24.6.05
23.6.05
S. Miguel - Açores
Vou de férias 15 dias, embora gostasse muito de conhecer S.Miguel ainda não é desta, pois a crise já aperta...fica a imagem para deleitar a vista

Posted by Hello

Posted by Hello
22.6.05
Patagónia um sitio de evasão
Qual de nós, diz-me, era capaz
De encher com o outro o coração inteiro
O difícil não é chamar
A caminhos que vão por nossos pulsos
Os densos espaços dos desejos
E as águas por onde, como peixes, mergulhamos
Um no outro, examinando
O mesmo fundo.
O difícil inauguramo-lo
Quando, com os corpos desencontrados,
Partimos, por lábios, dedos, abismos
De onde nem sempre regressamos juntos.

Posted by Hello
De encher com o outro o coração inteiro
O difícil não é chamar
A caminhos que vão por nossos pulsos
Os densos espaços dos desejos
E as águas por onde, como peixes, mergulhamos
Um no outro, examinando
O mesmo fundo.
O difícil inauguramo-lo
Quando, com os corpos desencontrados,
Partimos, por lábios, dedos, abismos
De onde nem sempre regressamos juntos.

Posted by Hello
21.6.05
Prioridades
Num avião, o piloto informa:
- Senhoras e Senhores, o avião está a perder altitude e toda a bagagem deve ser atirada fora! Apesar de mais coisas serem lançadas fora, o avião continua a perder altitude.
- Estamos ainda a baixar! Temos que atirar fora algumas pessoas...-Avisa o piloto. Há um grande rebuliço entre os passageiros. E continua o piloto...
- Para fazer isso, os passageiros serão jogados fora em ordem alfabética! Assim, há algum "Africano" a bordo? Ninguém se move.
- "B"... algum Black a bordo? "
Nada.
"C"... algum Crioulo a bordo? "
Continua nada.
- "D"...alguém De cor?
De novo ninguém se mexe.
- "E"....algum mais Escurinho?
Um pequeno menino pretinho pergunta ao pai:
- Pai? Afinal, o que somos nós?
- ZULUS FILHO, ZULUS.!!
- Senhoras e Senhores, o avião está a perder altitude e toda a bagagem deve ser atirada fora! Apesar de mais coisas serem lançadas fora, o avião continua a perder altitude.
- Estamos ainda a baixar! Temos que atirar fora algumas pessoas...-Avisa o piloto. Há um grande rebuliço entre os passageiros. E continua o piloto...
- Para fazer isso, os passageiros serão jogados fora em ordem alfabética! Assim, há algum "Africano" a bordo? Ninguém se move.
- "B"... algum Black a bordo? "
Nada.
"C"... algum Crioulo a bordo? "
Continua nada.
- "D"...alguém De cor?
De novo ninguém se mexe.
- "E"....algum mais Escurinho?
Um pequeno menino pretinho pergunta ao pai:
- Pai? Afinal, o que somos nós?
- ZULUS FILHO, ZULUS.!!
19.6.05
...Reticências...
Já devem ter reparado que uso muito as reticências...que como diz o Prontuário Ortográfico: “indicam a omissão de palavras, deixando-se à inteligência de quem lê, o vocábulo ou vocábulos que ficaram em suspensão.”
Uso-as tanto ortograficamente, como em termos de raciocínio; deixo sempre algo à consideração de cada um no tocante a opiniões ou posturas, dado que fundamentalismos nunca foram o meu forte. Como boa Sagitariana que sou não gosto de me sentir espartilhada pelo que quer que seja, e sempre me irritou o “politicamente correcto”, e os juízos de valor em função das primeiras impressões; não gosto, enervam-me os prudentes que gostam de tecer considerações sobre o :”e se por acaso...” e à conta deste intróito dão asas aos mais desastrosos cenários, e a todos os eventos tenebrosos que a imaginação possibilita; são, no entanto, livres em tal postura e expressão de opinião.
Vou mantendo e escrevendo neste meu blog, como quem puxa mais uma cadeira para junto de uma mesa de tertúlia, na qual nos sentimos em casa, que é como os amigos nos fazem sentir...vou escrevendo o que me dá na gana, aproveitando para limpar a alma nos seus dias de negrume e não espero comentários, embora goste de saber as opiniões dos mais próximos, sobre alguns assuntos que trago à “baila”. Nunca me preocupou muito (nem pouco) que ideia farão de mim os que me lêem, e não tenho o mínimo problema que saibam quem está por detrás do blog, como é a minha cara, onde vivo e o que faço.
A sociedade já me aprisionou de diversas maneiras, e eu própria já criei as minhas prisões, e foi difícil libertar-me de algumas delas, e de outras foi mesmo impossível, no entanto cada ano que passa me sinto mais livre e cada vez gosto mais desse facto; assim, busco agora coisas que me libertem, para colocar em contraponto ao que não é possível fugir.
Tudo isto só para dizer que vos pode parecer sem nexo, muita coisa que aqui coloco, ou podem achar difícil de comentar e muitas vezes não é para comentar de todo, coloco-as porque simplesmente: apetece-me! Há dias que amanheço triste e apetecem-me imagens nostálgicas, outros porém, amanheço alegre a apetecem-me umas larachas, nuns dias mais picantes que noutros, mas acima de tudo: faço o que me apetece...
Uso-as tanto ortograficamente, como em termos de raciocínio; deixo sempre algo à consideração de cada um no tocante a opiniões ou posturas, dado que fundamentalismos nunca foram o meu forte. Como boa Sagitariana que sou não gosto de me sentir espartilhada pelo que quer que seja, e sempre me irritou o “politicamente correcto”, e os juízos de valor em função das primeiras impressões; não gosto, enervam-me os prudentes que gostam de tecer considerações sobre o :”e se por acaso...” e à conta deste intróito dão asas aos mais desastrosos cenários, e a todos os eventos tenebrosos que a imaginação possibilita; são, no entanto, livres em tal postura e expressão de opinião.
Vou mantendo e escrevendo neste meu blog, como quem puxa mais uma cadeira para junto de uma mesa de tertúlia, na qual nos sentimos em casa, que é como os amigos nos fazem sentir...vou escrevendo o que me dá na gana, aproveitando para limpar a alma nos seus dias de negrume e não espero comentários, embora goste de saber as opiniões dos mais próximos, sobre alguns assuntos que trago à “baila”. Nunca me preocupou muito (nem pouco) que ideia farão de mim os que me lêem, e não tenho o mínimo problema que saibam quem está por detrás do blog, como é a minha cara, onde vivo e o que faço.
A sociedade já me aprisionou de diversas maneiras, e eu própria já criei as minhas prisões, e foi difícil libertar-me de algumas delas, e de outras foi mesmo impossível, no entanto cada ano que passa me sinto mais livre e cada vez gosto mais desse facto; assim, busco agora coisas que me libertem, para colocar em contraponto ao que não é possível fugir.
Tudo isto só para dizer que vos pode parecer sem nexo, muita coisa que aqui coloco, ou podem achar difícil de comentar e muitas vezes não é para comentar de todo, coloco-as porque simplesmente: apetece-me! Há dias que amanheço triste e apetecem-me imagens nostálgicas, outros porém, amanheço alegre a apetecem-me umas larachas, nuns dias mais picantes que noutros, mas acima de tudo: faço o que me apetece...
17.6.05
16.6.05
Afinal decidi-me...
Já não sou virgem.
A família comia tranquila quando, de repente, a filha de 10 anos, comenta tristemente:
- Tenho uma má notícia... Já não sou mais virgem!, E começa a chorar,
visivelmente alterada, com as mãos no rosto e um ar de vergonha.
Um silêncio sepulcral. Os pais começam a trocar acusações mútuas...
- Você, sua filha da puta! (Marido dirigindo-se à esposa).
Isto é por você ser como é! Por se vestir como puta barata e se arreganhar para o primeiro imbecil que chega aqui a casa. Claro, com este exemplo que a menina vê todos os dias...
- E você!!! (Pai apontando a filha de 25 anos) que fica a
agarrar, no sofá, e a lamber aquele filho da puta do teu namorado que
até tem jeito de paneleiro.Tudo na frente da menina!
A mãe não agüenta mais e responde, gritando:
- Aaaahhhhh, é isso? E quem é o imbecil que gasta metade do
salário com putas e se despede delas mesmo à porta de casa?
Pensa que eu e a menina somos cegas? E além disso que exemplo
tu podes dar, se, desde que assinaste esta maldita TV CABO, passas
todos os fins de semana assistindo a filmes pornográficos de quinta categoria e depois acabas em dezenas de punhetas com direito a todos os tipos de gemidos
e grunhidos?
Desconsolada e à beira de um colapso, a mãe, com os olhos
cheios de lágrimas e a voz trémula pega ternamente na mão da filhinha e pergunta baixinho:
- Como foi que isso aconteceu, filhinha?
E entre soluços a menina responde:
- A professora tirou-me do presépio! E a Virgem, agora, é a Sandra Vanessa. Eu vou fazer de vaquinha...
A família comia tranquila quando, de repente, a filha de 10 anos, comenta tristemente:
- Tenho uma má notícia... Já não sou mais virgem!, E começa a chorar,
visivelmente alterada, com as mãos no rosto e um ar de vergonha.
Um silêncio sepulcral. Os pais começam a trocar acusações mútuas...
- Você, sua filha da puta! (Marido dirigindo-se à esposa).
Isto é por você ser como é! Por se vestir como puta barata e se arreganhar para o primeiro imbecil que chega aqui a casa. Claro, com este exemplo que a menina vê todos os dias...
- E você!!! (Pai apontando a filha de 25 anos) que fica a
agarrar, no sofá, e a lamber aquele filho da puta do teu namorado que
até tem jeito de paneleiro.Tudo na frente da menina!
A mãe não agüenta mais e responde, gritando:
- Aaaahhhhh, é isso? E quem é o imbecil que gasta metade do
salário com putas e se despede delas mesmo à porta de casa?
Pensa que eu e a menina somos cegas? E além disso que exemplo
tu podes dar, se, desde que assinaste esta maldita TV CABO, passas
todos os fins de semana assistindo a filmes pornográficos de quinta categoria e depois acabas em dezenas de punhetas com direito a todos os tipos de gemidos
e grunhidos?
Desconsolada e à beira de um colapso, a mãe, com os olhos
cheios de lágrimas e a voz trémula pega ternamente na mão da filhinha e pergunta baixinho:
- Como foi que isso aconteceu, filhinha?
E entre soluços a menina responde:
- A professora tirou-me do presépio! E a Virgem, agora, é a Sandra Vanessa. Eu vou fazer de vaquinha...
15.6.05
As porcas...
Um fazendeiro português comprou vários porcos e porcas porque queria começar uma criação de suínos na fazenda e assim produzir presuntos, bacons, etc...
Depois de várias semanas, notando que nenhuma das porcas emprenhara, ligou para o veterinário pedindo ajuda. O veterinário disse ao português que ele teria que fazer INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL.
O português não tinha a menor idéia do que era aquilo, mas não querendo demonstrar ignorância, concordou e perguntou ao veterinário como saber quando as porcas estariam prenhas.
O veterinário disse que elas parariam de ficar andando e iriam mergulhar na lama o dia todo.
O português desligou, começou a pensar e chegou a conclusão que inseminação artificial significava que ele mesmo teria que emprenhar as porcas. Então ele colocou as porcas na Kombi, foi para o meio do mato, transou com cada uma delas, voltou para a fazenda e foi para a cama.
Na manhã seguinte, vendo que as porcas continuavam andando pra lá e pra cá, ele concluiu que teria que fazer tudo de novo. Colocou de novo as porcas na Kombi, foi para o meio do mato, transou com cada uma duas vezes para garantir, voltou para a fazenda e foi para a cama.
Na manhã seguinte, ele foi ver as porcas e elas continuavam andando pra lá e para cá.
Bem, teria que fazer tudo de novo...
Colocou mais uma vez as porcas na Kombi, foi para o meio do mato, passou o dia transando com cada uma delas várias vezes, voltou para a fazenda e, esgotado, foi para a cama.
Na manhã seguinte ele nem conseguia abrir os olhos, muito menos levantar para olhar as porcas. Ele pediu a mulher para dar uma olhada e ver se as porcas estavam na lama.
`Não`, disse ela... `estão todas na Kombi e uma delas não pára de buzinar...
Depois de várias semanas, notando que nenhuma das porcas emprenhara, ligou para o veterinário pedindo ajuda. O veterinário disse ao português que ele teria que fazer INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL.
O português não tinha a menor idéia do que era aquilo, mas não querendo demonstrar ignorância, concordou e perguntou ao veterinário como saber quando as porcas estariam prenhas.
O veterinário disse que elas parariam de ficar andando e iriam mergulhar na lama o dia todo.
O português desligou, começou a pensar e chegou a conclusão que inseminação artificial significava que ele mesmo teria que emprenhar as porcas. Então ele colocou as porcas na Kombi, foi para o meio do mato, transou com cada uma delas, voltou para a fazenda e foi para a cama.
Na manhã seguinte, vendo que as porcas continuavam andando pra lá e pra cá, ele concluiu que teria que fazer tudo de novo. Colocou de novo as porcas na Kombi, foi para o meio do mato, transou com cada uma duas vezes para garantir, voltou para a fazenda e foi para a cama.
Na manhã seguinte, ele foi ver as porcas e elas continuavam andando pra lá e para cá.
Bem, teria que fazer tudo de novo...
Colocou mais uma vez as porcas na Kombi, foi para o meio do mato, passou o dia transando com cada uma delas várias vezes, voltou para a fazenda e, esgotado, foi para a cama.
Na manhã seguinte ele nem conseguia abrir os olhos, muito menos levantar para olhar as porcas. Ele pediu a mulher para dar uma olhada e ver se as porcas estavam na lama.
`Não`, disse ela... `estão todas na Kombi e uma delas não pára de buzinar...
14.6.05
13.6.05
Obrigada Eugénio
Morreu hoje um dos grandes nomes da poesia contemporânea Portuguesa, foi para mim uma perda de vulto, sentia-o tão perto de mim na sua escrita, como se fôra da família.
O exercício de recordar Eugénio, é indissociável da minha juventude e da forma inusitada como tomei conhecimento da sua escrita.
Corria o ano de 1979, e eu era uma adolescente inconformada, que escrevia poemas “lamechas” de amores impossíveis, e dores atrozes de alma, a raiar o desespero...em contrapartida, tinha a mania que era “freak”, que era fixe passar as tardes nas tascas a beber vinho branco e a fumar umas cigarradas, acompanhada de gente mais velha que eu, pelo menos uns 7 ou mais anos, achava “nice” que me tratassem por mascote e que rissem das minhas piadas que – embora não o recorde – teriam concerteza uma qualidade e piada, duvidosas...enfim, aquelas parvoeiras que nos dão na adolescência.
No meio deste marasmo, o meu lado curioso devorava tudo o que fosse novo e estivesse “in”, apesar de quase não pegar nos livros, que a maior parte nem possuía, no Liceu as coisas iam correndo sem sobressaltos, e eis que a minha professora de português é substituída por aquela que eu achei na altura :”a stôra mais fixe do mundo”, teria 20 e poucos anos, vestia-se como eu e, quanto a mim, o mais fixe: vivia numa República...e ainda por cima, uma das mais tradicionais de Coimbra, a República de Prakistão.
Para além das aulas, era excepcional no convívio connosco estava no nosso bar, e tratava-nos como adultos, não era condescendente como a maioria dos profes.
Em conversa calhou a poesia e ela gostava muito, e eu na minha ingenuidade até lhe mostrei os meus poemas, coisa que não fazia a ninguém; quando me lembro agora até sinto vergonha, coitada de mim pensava que escrevia bem...
Por acaso tomou conhecimento de que eu fazia anos, e ofereceu-me um livro que ainda conservo, com a capa suja e já meio torto de tanto ser lido: Ostinato rigore, Escrita da terra e Outros epitáfios, e eu fiquei deslumbrada com aquela escrita tão simples, mas tão plena, com tão poucas palavras contendo tantos sentimentos, e pela primeira vez, tive pena de ser pobre e não poder comprar toda a sua obra, queria sorvê-lo, embeber-me nas suas palavras, viver a poesia das suas frases...
Nunca mais larguei o Eugénio, continuo a sorvê-lo com a mesma avidez, de tal forma o admiro que escolhi um excerto de um seu poema, para escrever nos brindes que ofereci no meu casamento: “...poupar o coração é permitir à morte, coroar-se de alegria...”
Obrigada Eugénio por teres dedicado à escrita, a tua vida e a teres partilhado com todos nós.
O exercício de recordar Eugénio, é indissociável da minha juventude e da forma inusitada como tomei conhecimento da sua escrita.
Corria o ano de 1979, e eu era uma adolescente inconformada, que escrevia poemas “lamechas” de amores impossíveis, e dores atrozes de alma, a raiar o desespero...em contrapartida, tinha a mania que era “freak”, que era fixe passar as tardes nas tascas a beber vinho branco e a fumar umas cigarradas, acompanhada de gente mais velha que eu, pelo menos uns 7 ou mais anos, achava “nice” que me tratassem por mascote e que rissem das minhas piadas que – embora não o recorde – teriam concerteza uma qualidade e piada, duvidosas...enfim, aquelas parvoeiras que nos dão na adolescência.
No meio deste marasmo, o meu lado curioso devorava tudo o que fosse novo e estivesse “in”, apesar de quase não pegar nos livros, que a maior parte nem possuía, no Liceu as coisas iam correndo sem sobressaltos, e eis que a minha professora de português é substituída por aquela que eu achei na altura :”a stôra mais fixe do mundo”, teria 20 e poucos anos, vestia-se como eu e, quanto a mim, o mais fixe: vivia numa República...e ainda por cima, uma das mais tradicionais de Coimbra, a República de Prakistão.
Para além das aulas, era excepcional no convívio connosco estava no nosso bar, e tratava-nos como adultos, não era condescendente como a maioria dos profes.
Em conversa calhou a poesia e ela gostava muito, e eu na minha ingenuidade até lhe mostrei os meus poemas, coisa que não fazia a ninguém; quando me lembro agora até sinto vergonha, coitada de mim pensava que escrevia bem...
Por acaso tomou conhecimento de que eu fazia anos, e ofereceu-me um livro que ainda conservo, com a capa suja e já meio torto de tanto ser lido: Ostinato rigore, Escrita da terra e Outros epitáfios, e eu fiquei deslumbrada com aquela escrita tão simples, mas tão plena, com tão poucas palavras contendo tantos sentimentos, e pela primeira vez, tive pena de ser pobre e não poder comprar toda a sua obra, queria sorvê-lo, embeber-me nas suas palavras, viver a poesia das suas frases...
Nunca mais larguei o Eugénio, continuo a sorvê-lo com a mesma avidez, de tal forma o admiro que escolhi um excerto de um seu poema, para escrever nos brindes que ofereci no meu casamento: “...poupar o coração é permitir à morte, coroar-se de alegria...”
Obrigada Eugénio por teres dedicado à escrita, a tua vida e a teres partilhado com todos nós.
Para variar...
Os cactos estão quase a acabar a floração, perdoem-me por mais esta, mas prometo que é a última...

Posted by Hello

Posted by Hello
3.6.05
Os patos...
Três mulheres morrem juntas num acidente de carro e vão para o céu.
Chegando la São Pedro diz:
- Aqui no céu so tem uma regra: "NãO PISE NOS PATOS". Elas acharam a regra esquisita, mas quando finalmente atravessaram as portas elas perceberam que era quase
impossível andar sem pisar em um pato.
O Paraíso estava forrado de patos. Ainda meio confusa uma das mulheres
pisou num pato. Minutos depois São Pedro apareceu com uma
corrente, um cadeado e o homem mais feio que ela já tinha visto e disse:
- Voce não cumpriu a regra, seu castigo e viver a eternidade acorrentada a
este homem. Dias depois a segunda mulher cometeu o mesmo
erro, pisou num pato.
E como antes, São Pedro acorrentou-a com o homem
mais feio que ela já tinha visto e disse:
- Seu castigo e viver a eternidade com este homem.
A terceira mulher então passou a ser super
cuidadosa. Meses se passara e um dia São Pedro aparece com um homem perfeito:
lindo, moreno, olhos verdes, forte, alto... e acorrentou-a a ele. Sem
entender nada ficou quieta. Quando São Pedro afastou-se, ela disse ao
maravilhoso homem:
- Que será que eu fiz para receber este prémio?
E ele respondeu:
- Você eu não sei, mas eu pisei num pato!

Posted by Hello
Chegando la São Pedro diz:
- Aqui no céu so tem uma regra: "NãO PISE NOS PATOS". Elas acharam a regra esquisita, mas quando finalmente atravessaram as portas elas perceberam que era quase
impossível andar sem pisar em um pato.
O Paraíso estava forrado de patos. Ainda meio confusa uma das mulheres
pisou num pato. Minutos depois São Pedro apareceu com uma
corrente, um cadeado e o homem mais feio que ela já tinha visto e disse:
- Voce não cumpriu a regra, seu castigo e viver a eternidade acorrentada a
este homem. Dias depois a segunda mulher cometeu o mesmo
erro, pisou num pato.
E como antes, São Pedro acorrentou-a com o homem
mais feio que ela já tinha visto e disse:
- Seu castigo e viver a eternidade com este homem.
A terceira mulher então passou a ser super
cuidadosa. Meses se passara e um dia São Pedro aparece com um homem perfeito:
lindo, moreno, olhos verdes, forte, alto... e acorrentou-a a ele. Sem
entender nada ficou quieta. Quando São Pedro afastou-se, ela disse ao
maravilhoso homem:
- Que será que eu fiz para receber este prémio?
E ele respondeu:
- Você eu não sei, mas eu pisei num pato!

Posted by Hello
2.6.05
Assinar:
Postagens (Atom)









